JPP lembra "custos reais da insularidade"
“É preciso baixar o custo de viver em Portugal e um orçamento não se mede apenas pelas contas certas do Estado, mede-se acima de tudo pelas contas que cada família faz ao fim do mês”, vincou.
Lembrou ainda os “custos reais da insularidade”, questionando o primeiro-ministro sobre apoios diretos ao transporte de mercadorias para a Madeira e Açores.
“Governo tem consciência das dificuldades”
PAN quer “discutir as soluções e não as divisões”
Primeiro-ministro diz que situação da habitação é fruto do anterior Governo
“A maior parte das regras que estão hoje em vigor são precisamente as regras que estavam em vigor há dois anos atrás”, disse o primeiro-ministro, acrescentando que “tudo aquilo que hoje nós temos em Portugal é, infelizmente, fruto da ação e omissão dos anos que antecederam este Governo”.
BE diz que Montenegro "mandou bater em quem pacificamente defendia o direito à habitação"
“O senhor primeiro-ministro, durante a sua ausência, mandou bater em quem pacificamente defendia o direito à habitação, em vez de estar presente no Conselho de Ministros a debater-se por políticas que garantam o acesso à habitação ao comum dos cidadãos”, declarou o deputado.
Disse ainda que Montenegro “conseguiu entrar para a governação e piorar as políticas de habitação”.
Montenegro desafia PS a debater valor de renda moderada "com profundidade"
Paulo Núncio pede ao Chega para não ter medo “da minoria dos arruaceiros”
Montenegro garante que Governo não está a promover facilitação dos despejos
O primeiro-ministro reiterou que o objetivo da proposta de lei do Governo é aumentar a oferta da habitação, resultando na “moderação dos preços” ou mesmo na “diminuição do preço das rendas”.
“Nós não estamos a promover nenhuma facilitação dos despejos. Nós estamos a querer promover maior celeridade na resolução dos litígios, para que haja mais confiança no mercado”, assegurou.
PCP diz que problema da habitação não se resolve "à bastonada"
O deputado frisou que enfrentamos não apenas uma crise da habitação, mas também “uma onda de especulação”, problema que a política do Governo “não só não enfrenta, como alimenta”.
Pediu, por isso, que seja retirada “a lei dos despejos e do aumento das rendas” e vincou que o problema da habitação não se resolve “à bastonada”.
“Quem se manifesta quer respostas, não quer violência. Já lhe basta a violência do dia-a-dia” e dos baixos salários, acrescentou.
Montenegro questiona: "O que andou a fazer o Livre nos últimos dez anos?"
Livre critica posição do primeiro-ministro. "Acicatou ainda mais os ânimos"
Montenegro diz que IL tem "enormíssimas razões para votar favoravelmente" o Orçamento
“Tem enormíssimas razões para votar favoravelmente este Orçamento do Estado”, considerou, dizendo que o problema está na “liberdade” de Mariana Leitão “não querer atuar de acordo com o cumprimento” do seu programa face ao programa do Governo.
Acusou ainda a deputada da IL de uma visão “negativista” e “contestatária”.
IL "propôs as medidas que teriam ajudado a resolver a crise da habitação"
A deputada lembrou, porém, que “o PSD, quando estava na oposição, votou praticamente todas a favor, mas assim que chegou ao Governo começou a bloquear e a votar contra”.
“Estamos a construir menos 100 mil casas do que em 2020. E o que é o Governo faz para este Orçamento do Estado? O investimento público cai a pique”, acusou, falando em “menos 1.800 milhões para o investimento em habitação”.
Montenegro acusa Carneiro de fazer “demagogia pura”
Carneiro exige um primeiro-ministro "que não se esconda"
PSD acusa Carneiro de "deixar cair a máscara de moderado" e pede que peça duas vezes desculpa
"Sofremos de forma direta os efeitos da instabilidade internacional"
“Pelo contrário, sofremos de forma direta os efeitos da instabilidade internacional, da incerteza do ponto de vista político, do ponto de vista comercial, que infelizmente assola a economia europeia”, declarou.
PSD diz que os dois líderes da oposição "não querem, não podem, nem têm como dizer mal deste OE"
André Ventura. "Onde é que andou durante este tempo todo?"
O deputado do Chega questionou a ausência do primeiro-ministro. Luís Montenegro diz que esteve a trabalhar.
"Onde é que andou durante este tempo todo?", questionou o líder do Chega, referindo-se aos dias em que, segundo afirmou, os agentes da PSP foram "ameaçadas e agredidas permanentemente".
O deputado questionou igualmente Montenegro sobre o vídeo divulgado pela PSP, que mostra alegadas agressões, e quis saber se o primeiro-ministro tinha tido acesso às imagens.
Na resposta, Luís Montenegro afirmou que esteve ocupado a desempenhar as suas funções. "Onde é que o primeiro-ministro andou? Andou a trabalhar", declarou, distinguindo entre quem considera que trabalhar é "estar sempre frente às câmeras" e quem tem a responsabilidade de "coordenar a ação do Governo"».
"Todos os dias o primeiro-ministro esteve por dentro de tudo", garantiu, confirmando que já tinha visto o vídeo divulgado pela PSP.
Montenegro disse ter conhecimento dos "excessos" e do "desrespeito pela lei", pelos direitos dos cidadãos e pelos agentes de autoridade. Assegurou ainda que a informação será transmitida aos inquéritos em curso, para apurar responsabilidades e penalizar quem não cumpriu a lei.
PSP divulga nas redes sociais vídeo para mostrar agressões aos polícias
A PSP divulgou hoje nas redes sociais um vídeo para mostrar que os agentes também foram alvo de violência por parte dos manifestantes nas intervenções policiais na madrugada de domingo, defendendo que "a violência não pode ser tolerada".
"Procuramos sempre o entendimento e a conciliação entre todos. Contudo, a violência não pode ser tolerada. As agressões dirigidas à Polícia são inaceitáveis e não serão toleradas. A segurança de todos constrói-se com respeito mútuo", escreve a PSP nas redes sociais num texto que acompanha o vídeo para mostrar a sua versão dos acontecimentos na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.
A PSP refere também que a missão da polícia "no espaço público é acompanhar e apoiar quem exerce a sua voz, equilibrando esse direito com as liberdades de toda a comunidade", acrescentando que privilegia "um constante esforço de diálogo, mediação e sensibilização junto dos manifestantes" e procura "sempre o entendimento e a conciliação entre todos".
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas referiam dezenas de feridos.
A Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) abriu um processo na sequência das intervenções policiais que aconteceram na madrugada de domingo em Lisboa e no Porto.
Também a provedora de Justiça pediu à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial na madrugada de domingo sobre os manifestantes.
Os partidos de esquerda criticaram a intervenção policial e pediram esclarecimentos ao primeiro-ministro e a intervenção do Presidente da República.
António José Seguro apelou hoje ao diálogo sobre a habitação "e nunca à violência", afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.
"Este é o terceiro orçamento consecutivo que não aumenta um único imposto"
Montenegro repete declarações sobre "razões meramente egoísticas" de partidos e organizações
“Temos uma crise na área da habitação que não começou hoje e que não se resolve em dois anos e meio”, declarou.
“Podemos discutir as razões e os responsáveis pela duplicação dos preços das casas”, disse. “Faltam muitas casas em Portugal porque durante dez anos ninguém as construiu. Nesse período e nos últimos dois anos e meio as leis foram sensivelmente as mesmas”
O primeiro-ministro quis saber “como podem os socialistas, os comunistas, os bloquistas culpar uma lei do arrendamento que ainda nem sequer foi aprovada” e “uma nova fiscalidade que só agora iniciou a sua vigência”.
"Se continuarem a destilar demagogia e oportunismo continuarão a não ser solução e continuarão a vossa viagem para a irrelevância política".
Primeiro-ministro diz que PSP "tem sido especialmente cuidadosa" e agido com adequação e proporcionalidade
“As pessoas são livres se emitir juízos políticos, de apresentar os seus pontos de vista e de criticar as ações ou omissões do poder político”, frisou.
Esse direito tem, “contudo, de se conformar com a lei e com o justo equilíbrio com outros direitos, como a livre circulação, a ordem, a segurança, a tranquilidade e mesmo a salubridade públicas”, defendeu Luís Montenegro.
Quando tal não se verifica, “as forças de segurança devem, em nome de todos nós, agir e intervir”, afirmou.
Na visão do primeiro-ministro, “a Polícia de Segurança Pública tem sido especialmente cuidadosa e competente na reposição da normalidade sempre que verificam excessos e desrespeito pela lei e pelos direitos dos outros cidadãos”.
“Presto público reconhecimento aos nossos polícias pela pedagogia, pelo profissionalismo, pelo equilíbrio e pela razoabilidade das suas atuações em cumprimento pelos princípios da necessidade, da adequação e da proporcionalidade”, declarou.
Orçamento "é bom para os portugueses", diz Montenegro
“É um bom orçamento porque não aumenta um único imposto”, porque “consagra um novo aumento de rendimentos, a valorização dos salários, das pensões e dos apoios àqueles que estão numa situação de maior fragilidade”, enumerou.
É também bom “porque a economia cresce mais do que a média europeia e apesar da instabilidade internacional”, acrescentou Luís Montenegro, referindo que “a nossa dívida pública ficará abaixo de 85% do PIB”.
“É bom para os portugueses, é bom para as famílias, é bom para as empresas e é motivo de reconhecimento internacional”, insistiu.
Partidos antecipam debate do OE 2027
Frente Comum convoca greve da administração pública para 20 de novembro
A Frente Comum convocou uma greve nacional dos sindicatos da administração pública para o dia 20 de novembro.
Os sindicalistas exigem a negociação da Proposta Reivindicativa Comum (PRC) para 2027, melhores condições de vida e de trabalho, bem como uma administração pública que sirva verdadeiramente as populações.
Em declarações aos jornalistas, o coordenador da Frente Comum, Sebastião Santana, disse estar em causa "lutar contra um orçamento que destrói a administração pública" e que está "longe do interesse das populações".
"Neste sentido, não nos vemos com outra hipótese, que não seja fazer tudo o que estiver ao nosso alcançar para que este orçamento não passe", afirmou o líder sindical.
Questionado sobre a escolha do dia para a realização da greve, Sebastião Santana disse ser estratégico por "permitir não ter uma greve de protesto, mas uma greve que pode ter consequências".
A votação global do Orçamento do Estado (OE) 2027 está agendada para o dia 24 de novembro.
Para que a greve seja desconvocada, o coordenador da Frente Comum disse ser necessário que o "Governo se sente à mesa, que pegue nas 83 propostas que entregamos no dia 30 de setembro e esteja disposto a negociar, que é tudo o que não fez".
"Este governo, pelos vistos, tem medo de quem se manifesta de todas as maneiras", rematou Sebastião Santana, acrescentando que não está à espera que o anúncio da greve tenha alguma influência na marcação de reuniões.
PSD, Chega e PS em críticas mútuas
IL e Livre em desacordo sobre despesa e receitas
PCP exige recuo na lei das rendas, CDS-PP pede que partidos “não se amedrontem com os protestos”
"Temos uma urgência. Resolver os problemas dos portugueses", diz Seguro. "Às vezes já não sei o que estão a discutir"
"Aquilo que o Governo tem que fazer é aumentar os salários"
"Aparentemente, não tem muita", completou o dirigente da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.
"Perante este brutal aumento do custo de vida em todas as áreas", continuou o sindicalista, "aquilo que o Governo tem que fazer é aumentar os salários, dando o exemplo ao sector privado".
"Sabemos todos que o aumento de salários leva a uma dinamização da economia, foi assim sempre que houve aumentos salariais. Portanto, o Estado como exemplo, como maior patrão deste país e como exemplo ao sector privado, é isso que deve fazer. É tudo isso que não inscreve no Orçamento do Estado", enfatizou Sebastião Santana.
PAN e JPP querem alívio no cabaz alimentar
O PAN considera que o Orçamento tem de “sair diferente do que entrou” e que o Governo tem de ter “capacidade de diálogo que até aqui não teve”.
Filipe Sousa, deputado do JPP, insiste também na necessidade de tomar medidas quanto ao cabaz alimentar, algo que considera “essencial” na vida dos portugueses.
Acrescenta que o partido “não vai baixar a guarda” na pressão para medidas que contrariem os custos da insularidade de quem vive nas ilhas.
O JPP quer ainda medidas no Orçamento no lado da despesa, com a revisão das Parceiras Público- Privadas ou as rendas no setor energético.
Filipe Sousa, considera que o alívio fiscal previsto na proposta do Governo não chega para reduzir o custo de vida, mas reconhece pontos positivos como o complemento solidário para idosos. Quer sinais do Governo para que “possa dar o benefício da dúvida” às medidas do executivo.
O Bloco de Esquerda foi convidado para este debate na RTP Notícias, mas Fabian Figueiredo não conseguiu comparecer.
Vaga de protestos em pano de fundo na discussão da proposta de Orçamento do Estado
A discussão no plenário da Assembleia da República culmina na quarta-feira com a votação do documento e a aprovação estará garantida com a abstenção do PS. O Chega ainda não revelou de forma oficial se vota contra, tem como a Iniciativa Liberal. Ambos já sinalizaram, porém, que deverão agir nesse sentido.
PCP e BE já confirmaram, por sua vez, o voto contra, ao passo que Livre, PAN e JPP não revelaram o sentido de voto.
Os protestos dos últimos dias, o aumento do custo de vida e a escalada de preços dos combustíveis devem marcar o confronto entre o Governo de Luís Montenegro e as forças políticas da oposição.Está marcada uma ação de protesto diante da Assembleia da República para as 18h30.
Luís Montenegro tem estado sem agenda pública desde 16 de outubro. O primeiro-ministro não presidiu à última reunião do Conselho de Ministros, na passada quinta-feira, tendo então publicado nas suas redes sociais uma visita a uma escola no distrito de Aveiro que não foi divulgada aos media.
O silêncio tem valido críticas crescentes ao chefe do Governo, em particular depois das cargas policiais da madrugada de domingo contra as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, com um saldo de dezenas de feridos e detidos.
Na sexta-feira, na Assembleia da República, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, sustentou que foram já tomadas "muitas medidas" para reagir à crise na habitação, sugerindo mesmo "foi praticamente tudo feito", mas que o efeito das medidas será dilatado no tempo.Na segunda-feira, o Conselho de Finanças Públicas melhorou a previsão do saldo orçamental do próximo ano. Continua a prever défice. Todavia, esta estimativa passa de 0,2 para 0,1 por cento. Na análise à proposta de Orçamento do Estado, o organismo considera "plausível" a trajetória do Executivo, embora avise que a Administração Central deverá agravar a derrapagem das contas.
No primeiro dia de trabalhos no Parlamento, a discussão tem 249 minutos previstos, ou seja, aproximadamente quatro horas. Os partidos podem, no entanto, transferir parte do tempo para quarta-feira.
A primeira ronda de pedidos de esclarecimento, com resposta individual por parte de Luís Montenegro, é inaugurada pelo Chega, seguindo-se as demais forças por ordem decrescente de representação, com um máximo de cinco minutos.
Recorde-se que a proposta de Orçamento do Estado assenta na previsão de um crescimento da economia em 2,3 por cento este ano e de 2,1 em 2027. O Governo espera também manter contas equilibradas em 2026 e um excedente de 0,1 por cento no próximo ano.
A votação final global do documento acontece a 24 de novembro.
c/ Lusa
OE2027. Conselho de Finanças Públicas considera excedente plausível mas alerta para riscos
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) considera "plausível" a previsão do Governo de um excedente orçamental de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027, mas alerta que há medidas económicas que podem ameaçar as metas orçamentais.